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Futuro do coworking: diversificação e desenvolvimento de novas estratégias

Espaços de coworking terão de buscar uma melhor compreensão sobre novos comportamentos dos clientes. Foto: Pixabay
Espaços de coworking terão de buscar uma melhor compreensão sobre novos comportamentos dos clientes.

Carlos Teixeira
Jornalista I Radar do Futuro

“Não fosse o apoio de clientes, especialmente os usuários de salas privativas, e a existência de serviços como o endereço virtual, a situação teria ficado mais complicada”. A avaliação é da proprietária do coworking Co-Labor, Nathalia Aguiar, de Belo Horizonte. Ela viveu a  angústia gerada pela grande onda que esvaziou, de um dia para outro, os ambientes ocupados por profissionais. A expectativa, que envolve espaços semelhantes em cidades de todo o mundo, é de que a crise terá impactos generalizados.

A situação levou à evidência de que, para enfrentar o cenário futuro, ela precisará buscar a reavaliação de serviços para não depender exclusivamente da oferta de mesas de trabalho. Novos serviços devem ser explorados para que a receita não fique impactada em situações semelhantes, que podem ocorrer adiante, após a primeira onda de isolamento provocada pela epidemia. Na prática, a empresária já vinha pensando em alternativas de geração de receita adicional. Como a oferta de serviços contábeis para os clientes.

Uma matéria publicada pelo site Business Insider destaca que a pandemia de coronavírus e seu experimento em massa, não intencional, em casa prometem reformular os escritórios para os quais muitos funcionários retornarão”. Agora, os empregadores que tomam decisões imobiliárias estão avaliando as estratégias de instalação dos funcionários com segurança. A dúvida, diz a publicação, é saber exatamente como e onde terão escritórios nos próximos meses e anos.

Empresárias como Nathalia Aguiar precisam avaliar o comportamento, também, dos usuários. Milhões de trabalhadores de repente forçados a sair do escritório estão descobrindo que podem trabalhar em casa. Uma parte descobrirá o desejo de trabalhar em qualquer lugar, menos em casa. Outra parte, vai pleitear a possibilidade de adotar definitivamente o home office.

Incertezas

A movimentação de bastidores é intensa agora. Por um lado, as empresas que usam espaços de trabalho flexíveis procurarão renegociar seus contratos para garantir que seus contratos sejam adaptáveis ​​a situações de emergência. Os principais atores do segmento reconhecem que, para manter os clientes após os bloqueios, as operadoras provavelmente oferecerão acordos como renúncias de aluguel em troca de prorrogação de contratos para garantir que sua ocupação não seja impactada por quedas maciças.

Esses espaços também colocarão as medidas de saneamento e higiene no topo de suas prioridades. Isso incluirá a limpeza regular de áreas e pontos de contato usados ​​com frequência, como maçanetas e botões do elevador. Alguns podem até adotar termômetros para medir a temperatura de cada ocupante que entra nos ambientes de trabalho e de convivência.

A Business Insider cita a experiência de David Wong, CEO da plataforma de reservas de espaços flexíveis de Hong Kong, Booqed, que pode sinalizar muito do que pode vir pela frente. Segundo ele, após uma primeira onda de cancelamentos, houve uma onda de interesse de empresas que procuram flexibilizar escritórios para reduzir custos imobiliários e planejar a continuidade de negócios.

A publicação recorre à experiência de empresas asiáticas, que estão à frente de outros países em um ou dois meses, para tentar antecipar a forma como o mercado retornará às atividades após a primeira onda da pandemia. A primeira variável de peso para entender como será o futuro leva em conta o comportamento da recuperação. Mais exatamente, se será representada pela letra “V”, uma queda forte, assim como a recuperação. Ou pela letra “U” ou uma série de “Ws”, marcando um cenário de grande instabilidade.

As expectativas são de que economicamente a situação tenderá ao agravamento nos Estados Unidos. O que pode ser estendido para o Brasil, com certeza. Há o medo sobre o comportamento das ondas de contágio. Nenhuma empresa ou profissional vai assinar contratos de longo prazo sob o risco de enfrentar nova crise.

A médio prazo, avalia a publicação, as adaptações necessárias para garantir a saúde dos clientes podem tornar a atividade mais cara. “Os custos dos operadores flexíveis serão semelhantes aos dos escritórios tradicionais”, disse à publicação Despina Katsikakis, chefe de desempenho de negócios de ocupantes da Cushman & Wakefield. Será a consequência do fato de que as empresas terão que investir em melhores sistemas de filtragem de ar, câmeras infravermelhas que monitoram a temperatura dos trabalhadores e mudar para alimentos totalmente pré-embalados.

Coworking: o que esperar do futuro

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