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Na disputa por trabalho, vencem os mais fortes

Na disputa por uma vaga no mercado de trabalho, um homem calvo ou tendendo a ter menos cabelo, com traços masculinos bem delineados, rosto ariano, com maxilar proeminente, olhos azuis e voz grossa terá maiores chances de obter sucesso do que outro concorrente masculino, com competências profissionais superiores, porém com traços físicos discretos. Na concorrência profissional, o biotipo tem papel determinante em processos de escolha de executivos, mesmo quando envolve empresas especializadas em headhunting, que sobrevivem como "caçadores de talento".

Revelações sobre o papel das características físicas constam da pesquisa "Ways do get on a headhunter's radar", desenvolvida pelo Labor Market Institute, Organização Não Governamental dos Estados Unidos, que se dedica a estudar comportamentos e processos envolvidos na contratação de profissionais especializados e executivos do mercado de trabalho. Para Charles Dravin, coordenador do estudo, os resultados reforçam as teses sobre o peso dos processos inconscientes nas decisões, mesmo em situações em se procura enfatizar o caráter científico das escolhas.

Mesmo quem jamais se imaginaria prestando atenção em padrões de beleza e masculinidade, sucumbe à influência iminentemente genética. Isso explica a história do descente de russos Luiz Ikejovic, executivo financeiro de sucesso em Nova Iorque. Com os traços físicos de descentes do leste europeu, sempre foi selecionado para cargos de chefia, mesmo quando não tinha experiência.

Quando conduzem as seleções, os homens tendem a priorizar aspectos visuais, algumas vezes em detrimento do currículo. Diante de candidatos, executivos tendem a ter, inconscientemente, os mesmos critérios de seleção de qualquer mulher que, num bar, faz a seleção natural visando o melhor reprodutor e provedor. Ou, na natureza, como fazem as fêmas, que também estabelecem jogos para conquistar os machos mais fortes. "É a seleção natural", assinala Charles Dravin.

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