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Receitas para o fracasso de portais corporativos

Soma do trabalho de diferentes áreas e de interesses diversos, alguns até questionáveis, a criação ou reestruturação de um portal corporativo tem todos os ingredientes para deixar, pelo caminho, histórias típicas de dramalhões mexicanos, inclusive com dublagem de baixa qualidade.

Se o processo não é bem conduzido, a novela será recheada de intrigas e brigas e chegará a resultados diferentes dos idealizados nos primeiros momentos do projeto. A receita do fracasso começa na ausência de coordenação e de integração real entre os segmentos envolvidos na concepção, produção e implantação dos projetos.

O comando das operações deve ser realizado pelas áreas envolvidas com os negócios da empresa: comunicação, marketing ou administração. Afinal, as decisões envolvem prioridades vinculadas às estratégias gerais de atuação no mercado. E quando alguma informação publciada no site contém erro ou omissão, uma destas duas áreas terá a atenção chamada.

Mesmo na definição dos recursos tecnológicos, como a compra de Sistema de Gerenciamento de Conteúdos, que possibilitam a atualização dinâmica dos informações, as decisões devem ter a participação ativa dos coordenadores do marketing ou da comunicação. Um erro capaz de causar prejuízos é deixar que a informática assuma integralmente a decisão sobre as ferramentas que possibilitam a publicação de informações, especialmente, em portais que tenham, por exemplo, atualização contínua de notícias.

Cabe à Tecnologiada Informação apontar alternativas, de forma clara e coerente com as demandas definidas pelo projeto. Mas a decisão é comum às partes envolvidas, a partir de critérios que incluam a compreensão dos objetivos da instituição e as características do portal em desenvolvimento.

O desrespeito às competências alheias amplia as variáveis de risco envolvidas nos projetos dos portais. Os papéis precisam ser, não apenas estabelecidos, mas respeitados.

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