Pular para o conteúdo principal

Mais de 60% das prefeituras têm página na internet, mostra pesquisa

A maioria das cidades brasileiras oferece informações e serviços pela internet. A boa notícia, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tendo como fundamento a Pesquisa de Informações Básicas de 2009 (Munic2009), revela alguns problemas que ainda persistem no segmento. De 5.565 prefeituras que responderam ao questionário, 60% possuem páginas na rede mundial. Mas, no cenário dos investimentos em portais públicos municipais predomina, ainda, um elevado nível de amadorismo, de improvisação e desarticulação com políticas de governo.

Em alguma medida, o estudo do IBGE retrata a distância entre o ideal e a prática no relacionamento entre órgãos públicos e o cidadão. O levantamento destaca que 1.497 prefeituras disseram ter sites informativos e 1.060 afirmaram que suas páginas oficiais permitem ao usuário fazer sugestões e reclamações. Apenas 780 municípios, 14% do total, possibilitam ao cidadão acesso a serviços como alvará e matrícula escolar, indo além do foco em informação e interatividade. Este universo abrange quase todas capitais ou grandes cidades do País, do Sul e do Sudeste.

Entre as distorções mais comuns na prática da gestão dos portais, mesmo entre os mais bem conceituados, predomina o forte viés burocrático no relacionamento entre a instituição e os cidadãos que demandam as informações e os serviços. As áreas responsáveis pelo desenvolvimento e implantação dos serviços tendem a enfatizar a realização das tarefas, relegando a segundo plano, entretanto, o processo de comunicação. Por analogia, o cidadão se defronta com balcões digitais, onde o "servidor" responsável pelo atendimento revela absoluta indiferença e falta de disposição de explicar os procedimentos para solucionar demandas.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Depoimento verdade: Tenho fobia social

Sou tímido. E tenho fobia social. Mas ao contrário de Luis Fernando Veríssimo, um tímido assumido e com notoriedade, como o escritor reconhece em entrevistas e em um texto publicado em 1995, tentei durante anos vencer a timidez. O investimento no esforço de corrigir a "falha de estrutura da personalidade" reflete o impulso natural diante da sociedade que cultua o mito do homem como ser social. Iniciei terapias umas três vezes. Achando que não estava sendo ouvido e sem dar conta de dizer que estava pouco satisfeito com o processo de análise, dei o calote em todos na última mensalidade, antes de abandonar o tratamento -- não dar conta de dizer é um comportamento típico de um fóbico social. Humanos com fobia social demonstram intensa ansiedade em situações de convívio com outros seres da mesma espécie. Segundo os especialistas, os temores, capazes de se transformar em pânico e visível no suor destilado por alguns dos fóbicos sociais, geram os surtos, em diferentes intensidades...

Para astrólogo, geminiano, para a ciência, deficiente de atenção

Aos cinquenta e tantos anos, finalmente descobri que tenho déficit de atenção. Em outros tempos, jamais tive acesso ao diagnóstico, apesar de todos os sinais do problema, mesmo porque a expressão é recente, pelo menos no vocabulário da população leiga em questões da psicologia. Na verdade, cresci sob o mito das características comportamentais de um nascido sob a regência de gêmeos. Estimulado pelas leituras de livros e dos meios de comunicação tradicionais, fui sempre comparado a um representante típico do signo. Afinal, sabemos e temos muitas informações sobre características gerais do zodiáco, mas ficamos alheios às descobertas das ciências do comportamento. Os astrólogos fazem, pela via indireta, a melhor descrição de um sujeito que carrega a deficiência de atenção. Hoje, percebo alguma contribuição do zodiáco na compreensão sobre de nuances do comportamento. Os astrólogos preconizam que os geminianos, representantes do terceiro signo do zodíaco, estão associados ao desenvolvimento ...

CTBC e Telefonica lideram o ranking de reclamações da Anatel

Na telefonia celular, a CTBC fechou fevereiro na liderança das empresas com maior número de reclamações dos usuários, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com o índice de 0,817 por mil assinantes, a empresa deixa a TIM na segunda posição, com 0,417. Na telefonia fixa,a liderança é da Telefonica, de São Paulo, com 1,171 reclamação por mil assinantes. Na segunda posição, a Embratel, com 0,993, e a Brasil Telecom, com 0,821. Segundo a Anatel, reclamações de telefonia fixa cresceram mais em comparação à telefonia móvel em janeiro deste ano. Confira Telefonia fixa supera a celular em reclamações