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Quando a tecnologia joga contra

Desde 1995, quando ampliei meus interesses do jornalismo impresso para a comunicação na internet, sou obrigado a conviver com pessoas da área de tecnologia, que fizeram minha vida quase virar um inferno. A relação tem as marcas do conflito. Meu único consolo é saber que não estou só nesta sina. Outros profissionais têm pânico quando compartilham mesas de trabalho e computadores com os representantes das ciências exatas. Desenvolvem gastrites, neuroses e doenças coronarianas por conta das dificuldades do caminho do desenvolvimento e implantação de sites, portais e outros projetos na rede mundial de computadores.

O fato é que os "tecnólogos" têm uma enorme dificuldade em lidar com o relacionamento em grupo. Melhor dizendo, trabalhar em conjunto, respeitando cada macaco em seu galho, acatar o conhecimento alheio. Aliás, algo comum, por sinal, nas atividades das ciências exatas e biológicas. Não tenho dúvidas em afirmar que, na infância e na adolescência, foram filhos e prediletos de famílias numerosas ou tiveram a proteção da avó ou foram filhos únicos. No futebol, eram donos da bola e, quando o time deles perdia, saiam para casa com a pelota debaixo do braço.

No jogo do desenvolvimento de meios eletrônicos, a soma de conhecimentos é o mais importante de tudo. Especialistas em tecnologia, em comunicação e em design terão de se articular e estruturar para atuar em conjunto e estar abertos para receber representantes de outras áreas de conhecimento.

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