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Jornalistas desiludidos com a profissão

Pesquisa realizada com 770 jornalistas norte-americanos revela que 25,7% pretendem deixar a profissão e 36,2% responderam que não sabem se querem. Os números são ainda mais elevados para jornalistas mais jovens, com até 34 anos: 31% deles pretendem sair e 43,5% dizem que não sabem. Entre as principais razões para a elevada taxa de jornadas desiludidos com a profissão são os baixos salários, as "longas e indesejáveis" jornadas de trabalho e o estresse.

A pesquisa foi idealizada pelo professor Reinardy Scott, da Ball State University, com a finalidade de verificar que fatores desestimulam o exercício da profissão, entre os quais estão a idade, a carga de trabalho, bem como a circulação do veículo em que atua o jornalista.De acordo com as conclusões, muitas publicadas hoje em bloggasm.com, as mais altas taxas de frustração com a profissão verificaram-se entre os editores de jornais de pequeno porte.Jornalistas de todos os setores das redações responderam à pesquisa, mas a maioria dos entrevistados trabalhava como repórter.

Jornalistas que disseram ter vontade de abandonar a profissão não pretendem necessariamente deixar a mídia. Alguns especulam que pretendem trabalhar como autônomos ou entrar na área de relações públicas. Outros desejam trabalhar em universidade ou voltar a estudar e se formar em outra profissão.

Este é apenas o início de estudos que o professor Scott pretende desenvolver sobre a desilusão com a profissão de jornalista. O próximo passo consiste em realizar uma série de entrevistas em profundidade com 100 jornalistas sobre a sua insatisfação com os seus empregos.

Fonte:
Renata Ruiz
renatamruiz@yahoo.com.br

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